Dia mundial do Migrante e do Refugiado 2016 na Terra Santa

Em 17 de janeiro celebrou-se o 102° dia dedicado aos migrantes e aos refugiados. As comunidades cristãs do mundo inteiro se reuniram em Jafá e Jerusalém.

“Cada um saiba que é amado como filho e se sinta em casa”.
É o desejo do Papa Francisco pelo dia mundial do Migrante e do Refugiado 2016, celebrado nas igrejas de todos os continentes no domingo, 17 de janeiro, com o lema “Migrantes e refugiados nos questionam. A resposta do Evangelho da Misericórdia”.
A Terra Santa respondeu ao chamado dando início às celebrações, conforme tradição, na paróquia latina Santo Antônio de Jafá, perto de Tel Aviv.

“O dia foi instituído pelo Papa S. Pio X já em 1914, mas apenas desde 2005 ultrapassou os confins italianos para se tornar uma festa internacional. A partir de então, todo segundo domingo após a Epifania envolve a igreja católica do mundo inteiro e chama a atenção, com delicada firmeza, para a acolhida do outro”.

Pe. DAVID NEUHAUS, sj
Vigário Patriarcado Latino de Jerusalém para os católicos de língua hebraica

“Queremos celebrar a diversidade e a beleza e naturalmente rezar para que cada um desses migrantes, cada um desses refugiados possa encontrar uma casa na Igreja, pois o Papa Francisco afirma incessantemente que não existem grupos especiais na Igreja. Aqui todos somos cidadãos iguais, somos irmãos e irmãs de Jesus. Este é o dia para comemorarmos a presença deles e termos certeza de que se sintam em casa entre nós”.

A Terra Santa representa um caso muito especial, pois o número dos cristãos migrantes e refugiados é igual ao número dos fiéis locais. Aqui as línguas, as cores e as diferentes tradições se misturam e convivem.
E assim, durante a Missa pode-se assistir a orações dos fiéis lidas por Filipinos ou Libaneses, ouvem-se cantos executados por corais africanos – Eritreia, Etiópia e Nigéria, as nações mais representadas.
Durante a festa, dança-se com os indianos do Sri Lanka e com os romenos.
A comunidade é variada e cada grupo tem sua própria história.

Pe. DAVID NEUHAUS, sj
Vigário Patriarcado Latino de Jerusalém para os católicos de língua hebraica

“Há dois motivos para eles virem a Israel. O primeiro é buscar emprego. Devido à pobreza eles devem sustentar suas famílias, portanto chegam aqui por trabalho e trabalham de modo muito duro em condições complicadas, entre exploração, solidão, alienação e poucos direitos. Este é um grupo: migrantes que vêm aqui para buscar emprego. Outro grupo muito importante é aquele dos migrantes que chegam aqui como refugiados. O Estado não os reconhece como refugiados, mas eles chegam para fugir da guerra, da perseguição e das penurias, como por exemplo na Eritreia e este é outro grupo importante para a Igreja.”

“Eu venho das Filipinas. Mudei-me para cá para trabalhar como assistente sanitária e trabalho em Ramat HaSharon, em Israel. Estou aqui há oito anos, desde 2007. Acho que é maravilhoso, pois era meu sonho vir a Israel. É uma grande oportunidade vir e ajudar os idosos como agente sanitária, e, portanto, me sinto abençoada por trabalhar aqui.”

“Vim a Israel em 2000. Não me sentia livre de viver na minha nação, na Nigéria, eis por que me mudei para Israel. Quando se tem serenidade então dá para você trabalhar em qualquer coisa for preciso e para conseguir qualquer coisa você quiser para estar bem. Quando você não está sereno não consegue nada. Então me tranquilizei e agora trabalho por mim e pelo futuro da minha esposa e dos meus filhos.”

“Somos filipinos. Somos católicos e nossa filha será batizada hoje. Estávamos aguardando o momento certo e ele chegou.”

Pe. DAVID NEUHAUS, sj
Vigário Patriarcado Latino de Jerusalém para os católicos de língua hebraica

“A coisa importante destas comunidades é que nelas há pessoas que ficaram aqui durante 10, 15, 20 ou mais de 20 anos e dá para perceber isso pelo grande número de crianças que se veem por aqui. Estas crianças nasceram aqui, são parte desta nação agora. Apesar de muitas delas não possuírem status, falam hebraico, frequentam escolas onde se fala a língua hebraica. Portanto, nós devemos ser muito sensíveis para com sua formação catequética e apoiá-las na sua vida nesta sociedade”.

Em um contexto e com modalidades diferentes, em Jerusalém vive-se a mesma realidade. No domingo, 17, celebrou-se o dia mundial dos migrantes e dos refugiados com uma missa celebrada na igreja de São Salvador na companhia de pessoas provenientes de muitos países e com um coquetel animado por danças e músicas populares.

Enquanto o mundo está sendo sacudido por dramáticos atentados e atos desumanos de violência que querem renegar a possibilidade de uma convivência amigável, de uma unidade e de uma estima mútua, acontecem imprevistos. Eles pareceriam impossíveis, todavia pedem apenas para que lhes seja dado espaço.

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