“Jesus nasceu em Belém”: uma indicação histórico-geográfica… uma escolha divina

“Naqueles dias, César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se. Assim, José também foi da cidade de Nazaré, da Galiléia, para a Judéia, para Belém, cidade de Davi. Foi com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho. Enquanto estavam lá, chegou o tempo do nascimento e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2, 1-8)

Narração bíblica proclamada em todas as línguas nesta noite santa.
E aqui na cidade do nascimento de Jesus a noite é iluminada pelas luzes da cidade e pela numerosa presença da população local e dos peregrinos na Praça da Manjedoura.


Lugar onde famílias cristãs, mas também muçulmanas, se encontram para ver o presépio a poucos metros da Praça, a gruta da Natividade, que, após um longo dia de visitas, está preparada para a noite Santa.


Todos os anos na igreja de Santa Catarina para a missa da meia noite, junto com os fiéis locais, estão as autoridades palestinas, com o presidente Abu Mazen, os embaixadores e os peregrinos. E é perante eles, que o Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, realiza a sua homilia.

“Jesus nasceu em Belém”: não é apenas uma indicação histórico-geográfica, mas uma escolha divina. Nascer aqui, em um lugar determinado, numa cidade desta terra é o que Deus quis desde sempre, porque Ele ama as cidades dos homens. Se a Bíblia começa em um jardim, então termina em uma cidade, a santa Jerusalém. Nosso Deus é um Deus das cidades, que habita nas cidades, porque é um Deus com os homens, Emanuel. Pedimos ao Menino de Belém e a seus pais, a ajuda para continuarmos sendo, como eles, presença da paz nesta terra. Porque nossas cidades sem cristãos serão mais pobres e nossos cristãos sem suas cidades correm o risco de perder seu caminho. Pedimos que a Sua Palavra e a nossa oração sejam ouvidas nos corações daqueles que detêm autoridade política e social. Não queremos mais chorar por rejeição, por extrema pobreza, pelos muitos sofrimentos que afligem nosso povo. Nós queremos que, graças à boa vontade de todos, Deus possa continuar a viver em nossas cidades.

Após a solene celebração da Santa Missa, o Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, seguindo a antiga tradição, leva o menino à Gruta onde nasceu. Um gesto em memória da história da nossa redenção.


Produzido por CMC

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