“Os sentidos da Terra Santa” : a experiência de tocar em um Solo Santo

Pedras nas quais tocamos e sentimos o fundamento de uma história. Jericó: a mais antiga cidade do mundo, nascida no período neolítico, 4.500 anos antes de Cristo, época em que o homem ainda se utilizava de pedras na fabricação de artefatos. Ruínas de cidades milenares ainda são encontradas. Elas perpetuam a memória de um povo em diferentes períodos históricos.

Embora pequeno em tamanho, Israel abriga uma variedade de características geográficas; de florestas e vales férteis, até desertos montanhosos. Ou de planície costeira até o semitropical vale do Jordão e o mar Morto, o ponto mais baixo da terra. A variedade climática é sentida na pele. De acordo com a localidade, o verão pode ser quente e úmido ou ainda muito seco. Já no inverno mais rigoroso, em áreas montanhosas, pode chegar a nevar.

Em Jerusalém, a firmeza dos muros da Cidade Velha divide o passado e o presente da Cidade Santa. No Muro das Lamentações, a experiência do tocar: com gestual próprio, depositam orações no que restou do antigo templo de Jerusalém. Tapetes sustentam os vários momentos de preces dos muçulmanos. O ato de tocar parece abrir caminho para o encontro com Deus.

As pedras são memórias vivas; fundamentos de um povo que mantém vivas suas tradições e religiosidade. Em Israel, moram cerca de 6 milhões de judeus; os muçulmanos estão um milhão e 400 mil; os drusos são 130 mil; e os cristãos, aproximadamente 160 mil, de diferentes denominações: católicos latinos; católicos de rito oriental; greco-ortodoxos; as igrejas orientais que não estão em comunhão com Roma; além das oriundas da Reforma Protestante. Já nos territórios da Palestina, há principalmente muçulmanos e uma minoria cristã de cerca de 1%.

Em diversas narrativas dos Evangelhos, Jesus curou doentes ou demonstrou o seu amor e perdão com o toque de suas mãos. Nesta impressionante pintura na capela do sítio arqueológico de Magdala, a mulher com fluxo de sangue toca o manto de Cristo. No mesmo local viveu Maria Madalena. Em muitos lugares santos, o peregrino que chega sempre faz a experiência de tocar o lugar do acontecimento bíblico. Um deles, a pedra sobre a qual Jesus suou sangue no Getsêmani; ou ainda em Belém, na gruta da Natividade de Jesus.

Sobre um madeiro, o evento de um grande amor e da nossa salvação. Na cruz, o Senhor entregou o seu Espírito. Após descido da cruz, seu corpo foi acolhido nos braços da Virgem Maria. Em seguida, ungido e envolvido pelos lençóis. O primeiro lugar que se encontra ao entrar na Basílica do Santo Sepulcro é justamente a pedra que faz memória da unção. O toque, o beijo. O fiel fica próximo da cena. O clima envolto pela baixa luminosidade da igreja. O calor das velas. E a poucos passos dali, o lugar onde o corpo de Cristo foi guardado e colocado atrás do novo túmulo de José de Arimateia.

Fr. SINISA SREBRENOVIC, ofm
Primeiro sacristão Basílica Santo Sepulcro

“Estamos aqui no Santo Sepulcro, o centro de todo o cristianismo. O centro de tudo, podemos falar assim. Para quem chegar à Terra Santa, o lugar principal a ser visitado é o Santo Sepulcro. Na basílica, durante o dia, podemos encontrar um certo barulho, algumas coisas sem ordem, mas também a Basílica do Santo Sepulcro reza. Nós rezamos aqui dentro porque isto é o principal das comunidades que vivem aqui dentro. Há essa constância de rezar nos lugares santos como o Calvário, o Santo Sepulcro e os vários locais de culto presentes dentro da basílica.”

As mãos que tocam a pedra do Santo Sepulcro atestam: o túmulo está vazio! Ele ressuscitou! A pedra, testemunha silenciosa desta história.

Produzido por CMC

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