Cafarnaum, a cidade de Pedro

Jesus escolheu Cafarnaum para torná-la o centro do seu ministério público na Galileia. Sabemos através dos Evangelhos que na cidadezinha havia as casas de alguns apóstolos, entre as quais a casa de Pedro, onde Jesus morou e uma sinagoga aonde Ele ia no sábado.

Os muitos vestígios do dia a dia como mós de basalto para trigo, para espremer azeitonas ou uva, demonstram algumas das atividades que durante séculos foram diariamente desempenhadas pelos habitantes.

As casas, reunidas em bairros delimitados por estradas, eram simples e construídas com pedras da local rocha de basalto, ligadas com barro e terra e tinham chãos em cascalho.

P. EUGENIO ALLIATA
Studium Biblicum Franciscanum- Jerusalém
O que se vê principalmente é um grupo de casas bem conservadas com todos seus elementos, vestígios de estradas, de portas para entrar nos quintais. Veem-se também vestígios de uma indústria, a indústria das azeitonas que parece ter sido muito importante nessa área na antiguidade, vê-se uma grande mó, que servia para romper a fruta e depois se vê o lugar onde estas frutas eram espremidas para darem azeite.

A vida dos habitantes era caracterizada pelos trabalhos diários: a pesca era uma das atividades mais rentáveis. Os irmãos André e Simão, depois chamado de Pedro e os filhos de Zebedeu, Tiago e João eram pescadores. Eles administravam uma pequena atividade com base na pesca com barcos de sua propriedade e rapazes que trabalhavam para eles.

Conforme apontam os peregrinos Eusébio e Teodósio, Cafarnaum se encontrava a duas milhas de Tabgha, e a duas milhas de Korazin.

As escavações guiadas pelos franciscanos trouxeram à luz todos os períodos de ocupação apontados pelas fontes literárias. Os dois prédios públicos de Cafarnaum ou seja a sinagoga e a tradicional casa de São Pedro, correspondem exatamente às coordenadas geográficas da antiga Cafarnaum.

Padre Loffreda revive o momento em que, junto com padre Corbo, descobriu os primeiros vestígios da casa de São Pedro.

P. STANISLAO LOFFREDA
Studium Biblicum Franciscanum- Jerusalém

Certo dia Pe. Corbo que tinha retirado os mosaicos da igreja bizantina, começou a achar fragmentos de alvenaria e me chamou. Fui lá e também fiquei boquiaberto por causa dessa novidade, pois era claro que embaixo havia muito mais; de fato o octágono central estava colocado quase inteiramente em um ambiente quase quadrado e nos deparamos com um chão com todos esses fragmentos. Foi uma experiência maravilhosa para nós.

Uma das descobertas arqueológicas mais bonitas dos franciscanos. Hoje quisemos oferecer uma pequena antecipação do documentário que será dedicado a Cafarnaum, “A cidade de Jesus”.

Produzido por CMC

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