Da escuridão à luz: os manuscritos de Qumran

O Museu de Israel nasceu em 1965 como instituição nacional para contar a história, em particular da arqueologia deste país. Uma arqueologia que narra os acontecimentos de tantos povos que aqui viveram e que deixa rastros de suas culturas.

Desde a sua construção, o complexo do Santuário do Livro deu espaço aos Manuscritos do Mar Morto, os mais antigos documentos bíblicos existentes, descobertos entre 1947 e 1956 perto de Qumran.

Fr. GREGOR GEIGER, ofm
Studium Biblicum Franciscanum
“Foram encontrados em onze grutas e são restos de ao menos 950 manuscritos. Digo restos porque pouquíssimos estão conservados integralmente. A maior parte é de fragmentos, restos, alguns grandes e muito pequenos, como o tamanho da palma de uma mão ou de uma unha.”

Os documentos reencontrados em Qumran, alguns atribuídos aos essênios, nos proporcionaram uma visão de primeira mão sobre a comunidade e a visão que tinha do mundo.

TANIA COHEN UZZIELLI
Curadora – Israel Museum
“Na arquitetura do Museu, do Santuário do Livro, entramos em uma espécie de caverna, que é física mas também metafórica, onde estão expostos todos os vários objetos que narram a história desta seita, como viviam todos os dias! Através desta caverna, se chega à parte branca do Santuário, que aquela onde estão os manuscritos do Mar Morto.”

Um percurso que representa uma viagem no tempo, da escuridão à luz, através dos fragmentos dos manuscritos, dos textos religiosos, dos comentários bíblicos, dos hinos, dos Salmos e das regras para uma comunidade religiosa.

TANIA COHEN UZZIELLI
Curadora – Israel Museum
“A arquitetura nos faz ver estes dois elementos simbólicos muito importantes, que são um muro negro de basalto e uma grande cúpula branca lavada e purificada e simbolizam um pergaminho, onde é narrada a história dos filhos da luz e dos filhos das trevas. Os filhos da luz e os filhos das trevas, de acordo com este pergaminho, se encontram e os filhos da luz vencerão.”

De março a junho, coincidindo com o 70° aniversário da descoberta os manuscritos do Mar Morto, foi exposta a única cópia existente do Gênesis Apócrifo, do primeiro século antes de Cristo, encontrado entre os sete manuscritos descobertos em 1947.

TANIA COHEN UZZIELLI
Curadora – Israel Museum
“O que trouxemos à luz, justamente na Páscoa, são fragmentos do Gênesis, os chamados Gênesis Apócrifos, porque não fazem parte do texto canônico e narram em particular modo a história do dilúvio: o nome de Noé é repetido muitas vezes, o termo chuva e também é mencionado o sacrifício de Noé. É a história que conhecemos com pequenas variações.”

Produzido Por CMC

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