A Custódia da Terra Santa reunida em Capítulo

De 7 a 15 de julho, os Frades Menores da Custódia da Terra Santa reuniram-se em Jerusalém, para o Capítulo Intermediário 2019. O Capítulo foi celebrado, também, em recorrência do oitavo centenário da visita de São Francisco à Terra Santa e do seu encontro com o sultão em Damietta, em 1219.

Longos dias de trabalho com momentos de celebração e convivência fraterna. Participaram do Capítulo 42 frades, presentes em Israel, Palestina, Jordânia, Líbano, Egito, Chipre, Rodes, Washington, Buenos Aires e Itália.

Fr. ALBERTO PARI, ofm
Secretário do Capítulo
“Nos primeiros dias analisa-se a situação da Custódia da Terra Santa nos últimos três anos, em particular, através do primeiro relatório do Custódio. Os principais relatórios que se seguem dizem respeito à economia, formação e estudos, a comissão dos lugares santos.”

O cuidado com os lugares santos é um dos temas que está ligado à missão franciscana.

Fr. FRANCESCO PATTON, ofm
Custódio da Terra Santa
“O tema foi tratado através de um estudo que foi feito antes do Capítulo por uma comissão especial e que foi então apresentado no Capítulo… a questão básica é que os santuários são parte da nossa vocação, da nossa missão. Nós estamos aqui como guardiões dos lugares santos, precisamente para tornar os lugares santos vivos, acessíveis, antes de tudo para nós mesmos e depois para os milhões de peregrinos que vêm aqui durante o ano.”

Também a presença da Região São Paulo foi um sinal de união com todos os frades que vivem na Síria, no Líbano e na Jordânia, os quais deram e continuam a dar um corajoso testemunho evangélico em um ambiente que ainda traz as feridas da guerra e ódio.

Fr. FRANCESCO PATTON, ofm
Custódio da Terra Santa
“A região de São Paulo foi um tema significativo e quente, porque é sempre importante para a Custódia sentir essa parte de seu território como parte de si mesma. E então sentimos a necessidade de que esta região trabalhe para trazer um espírito de reconciliação, de reconstrução do tecido social e do tecido eclesial.”

Fr. IBRAHIM ALSABAGH, ofm
Aleppo, Síria
“Estamos à disposição, a mais bela resposta do homem é a disponibilidade do coração, e o ditado “Senhor, eis-me aqui”. Não nos orgulhamos, nos consideramos servos inúteis, não é que façamos mais do que aquilo que devemos fazer. Realmente sinto que o mínimo que nos é dado é ser pais e mães de uma comunidade, estar perto dos mais vulneráveis e sofredores, ser enviado à periferia existencial do mundo: hoje esta periferia nada mais é que o Oriente Médio, nada mais é que Aleppo.”

Fr. RACHID MISTRIH, ofm
Amã, Jordânia
“Nós somos uma parte da Custódia da Terra Santa. O capítulo deu-lhe uma atenção muito forte porque, como todos sabemos, os problemas não faltam, o conflito na Síria e tudo o que infelizmente gera também nos países vizinhos, no Líbano e na Jordânia.”

Durante o Capítulo, também aconteceu a eleição do novo Governo, os freis que compõe o Discretório, frades eleitos de acordo com os diferentes grupos linguísticos.

“Uma graça especial e única – lemos na mensagem conclusiva do Capítulo – foi a possibilidade de ir e orar por bem duas vezes na sala superior do Cenáculo no Monte Sião. Apreciamos o significado profundo desses momentos, com um sentimento de alegria e gratidão ao Senhor por nos ter dado a graça de rezar no lugar de nossas origens”.

Significativa também foi a presença do Administrador Apostólico Mons. Pierbattista Pizzaballa e do Núncio e Delegado Apostólico Dom Leopoldo Girelli, que celebraram a Eucaristia e fortaleceram os laços da Custódia com a Igreja Matriz de Jerusalém e com a Igreja Universal.

Os trabalhos foram suspensos para que a prática da Via Crucis, nas ruas de Jerusalém, fosse realizada; uma devoção que acontece todas as sextas-feiras do ano.

Durante o domingo, momentos de fraternidade como a celebração comunitária dos Jubileus da vida consagrada e do sacerdócio, a participação no espetáculo das Escolas da Terra Santa e a inauguração das novas instalações do Christian Information Center (Centro de Informação Cristão) que abriga o novo complexo de museus, que permitirá aos peregrinos se prepararem para a visita ao Santo Sepulcro.

Não faltaram, também, momentos de partilha e pausa para um sorvete…

Na segunda-feira, 15 de julho, os freis celebraram a Missa de encerramento, na solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro.

O padre Custódio, antes da conclusão do Capítulo, convidou os frades a fazer um gesto de devoção à Palavra, que se encontrava no centro da Sala capitular durante todo o período dos trabalhos, enquanto recebiam o documento final que levariam para as suas fraternidades. Para todos foi um dia cheio de emoções.

Fr. FRANCESCO PATTON, ofm
Custódio da Terra Santa
“O Evangelho é a nossa vocação, beijar o Evangelho é beijar Jesus Cristo. Todo cristão deve beijar o Evangelho, beijar Jesus Cristo com grande paixão, sabendo que Cristo deu a sua vida de maneira pessoal para cada um de nós e, portanto, este gesto resume o sentido da nossa vocação. É uma vocação para amar, é uma vocação para a plenitude do amor. A plenitude do amor é chegar a dar a vida por amor a alguém.”

Produzido por CMC

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