Para preservar a memória e atualizar a história da Redenção

Os santuários da Terra Santa todos os dias acolhem peregrinos de todo o mundo.
Lugares místicos, onde se experimenta a graça da Revelação

A Custódia da Terra Santa tem a tarefa de cuidar de mais de 50 santuários, localizados nas atuais fronteiras de Israel, Palestina e Jordânia.

Do Monte Nebo, o lugar de onde Moisés contemplou a Terra Prometida…

…aos santuários da vida, paixão e morte de Jesus

Jerusalém é considerada o coração da Terra Santa.

Sobre o Monte das Oliveiras, os Santuários da Paixão de Jesus: O pranto e o lamento de Jesus sobre Jerusalém são lembrados na igreja do Dominus Flevit, que oferece um dos panoramas mais sugestivos da Cidade Santa.

Alguns metros abaixo, ao lado do jardim das oliveiras, fica a Basílica do Getsêmani, local da agonia de Jesus.

De manhã cedo, frei Benito abre as portas para receber as centenas de peregrinos. E é ele próprio a contar-nos “a primeira imagem que vejo todas as manhãs é a Porta de Ouro, os Muros de Jerusalém”.

Fr. BENITO JOSÉ CHOQUE, ofm
Guardião da Basílica da Agonia
Nós, franciscanos da Terra Santa, conservamos com muito amor essas oito oliveiras plantadas para recordar a agonia do Senhor. Nestes últimos anos, são muitas reservas e visitas aos Lugares Santos. O Getsêmani é um dos lugares mais amados pelos peregrinos. São muitas as celebrações da santa missa, assim como são muitas as orações daqueles que são cristãos mas também, daqueles que não são cristãos mas passam pelo Getsêmani.

Dentro dos muros de Jerusalém, os peregrinos repercorrem as estações XIV da Via Crucis. Uma prática iniciada pelos franciscanos em 1600 e que se repete toda sexta-feira, até hoje.

Jerusalém tem um coração para os cristãos: a Basílica do Santo Sepulcro, onde estão localizados o lugar do Calvário e o túmulo de Cristo. É precisamente neste lugar santo que é visível o crescimento do número de peregrinos.

Fr. SALVADOR ROSAS FLORES, ofm
Presidente do Convento da Basílica do Santo Sepulcro
“Esse crescimento no número de peregrinos ocorre desde que estou aqui, há 2 anos e meio. Posso dizer que desde então os números se multiplicaram… e não mostram sinais de diminuir. As longas filas, as missas, a presença de peregrinos e turistas é contínua, constante.”

Fr. SALVADOR ROSAS FLORES, ofm
Presidente do Convento da Basílica do Santo Sepulcro
“Nesta basílica existe uma regra, que é o Status Quo, que rege as três comunidades presentes , ou seja, nós católicos,os gregos ortodoxos e os armênios. Nós temos espaços comuns, como o túmulo e o calvário, onde podemos celebrar em turnos. Quando é o nosso turno, provemos aos peregrinos as capelas para a celebração das missas, especialmente pela manhã, muito cedo.”

Muito cedo significa às 4 da manhã quando as três comunidades juntas abrem a Basílica. As missas nos lugares comuns começam às 04h30, seguidas de celebrações para os peregrinos nas várias capelas. Tudo está preparado para as celebrações; As missas também são disponibilizadas em vários idiomas.

Fr. SALVADOR ROSAS FLORES, ofm
Presidente do Convento da Basílica do Santo Sepulcro
“Desta forma, temos mais de 20 missas por dia.”

Fr. SALVADOR ROSAS FLORES, ofm
Presidente do Convento da Basílica do Santo Sepulcro
“O Santo Sepulcro está sempre aberto a todos, de manhã até a noite. Para peregrinos, turistas, todos aqueles que desejam ver o Santo Sepulcro, tocar o túmulo e para todas as pessoas que querem experimentar a graça do Ressuscitado.”

A partir dos dados do Centro de Informações Cristãs, que dizem respeito apenas aos grupos que reservam missas nos santuários, é possível ver os números do crescimento impressionante: em 2018, 14.650 grupos reservaram a Santa Missa; em 2019, 16.490. Apenas em novembro do ano passado, foram celebradas 7.356 missas nos santuários, com a participação de 284.799 pessoas.

A presença franciscana na Terra Santa remonta a 1217, com a chegada dos primeiros franciscanos: uma presença confirmada através dos documentos emitidos pelos papas ao longo dos séculos.

Fr. NARCYZ KLIMAS, ofm
Professor de história eclesiástica
“Começamos oficialmente em 1342, com a famosa Bulla Gracias Agimus, emitida de Avignon pelo Papa Clemente VI, na qual os frades são designados como guardiões dos lugares santos, protetores dos lugares santos e na qual é especificada, desde o início, como deveria ser a custódia dos lugares santos. Dela devem participar frades de todas os países ou seja, uma comunidade internacional.”

Com a Bula, foram estabelecidos não apenas os fundamentos jurídicos para a salvaguarda dos lugares santos, mas foram encarregados de manter e ajudar os frades, os reis de Nápoles, aos quais foi destinada uma outra Bula de Clemente VI, Nuper Carissimae.

Nos arquivos da Custódia estão a Bula do Papa Martino V, emitida por Mantova em 1421, os documentos datados de 1746 do Papa Bento XIV, bem como a reconfirmação do mandato do Papa Pio IX em 1846.

Fr. NARCYZ KLIMAS, ofm
Professor de história eclesiástica
“Nos últimos tempos, temos, entre os documentos mais recentes, um dos mais importantes, o do Papa Paulo VI, Nobis in Animus que menciona e confirma expressamente a proteção dos lugares santos pelos frades e menciona seu direito de fazer essa angariação de fundos para manter os lugares santos. Era o ano de 1974 e, posteriormente, teremos a confirmação dos vários papas que passaram pela Terra Santa : João Paulo II, Bento XVI e o Papa Francisco.”

“Esta terra é por muitos amada e desejada. Todos nós somos chamados a guardá-la, protegê-la e senti-la nossa. É a origem da nossa cultura, história, religião… Por isso é necessário o apoio de todos! “.
Frei Francesco Patton, ofm
Custódio da Terra Santa

Produzido por CMC

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