As peregrinações quaresmais: o santuário do “Dominus Flevit”

O choro e o lamento de Jesus sobre a cidade santa são comemorados nesse santuário, chamado de “Dominus Flevit”, no Monte das Oliveiras.

Fr. SEBASTIANO MATTI, ofm
Superior Santuário “Dominus Flevit”
“Temos uma igreja cuja estrutura parece uma lágrima de ponta cabeça. A igreja foi construída em 1955 pelo arquiteto amigo dos frades franciscanos, Barluzzi. Ela se ergue sobre um pavimento do V século. Aqui vêm muitos peregrinos, pois é um lugar de onde se tem um panorama lindo, dá para ver Jerusalém inteira: o Santo Sepulcro, a Esplanada das Mesquitas, o jardim do Getsêmani, o vale do juízo, o Vale da Geenna…”

Escavações realizadas pelos franciscanos na década de ’50 trouxeram à luz vestígios de uma antiga necrópole que remonta às épocas romana e bizantina, com uma série de túmulos com sarcófagos e ossos, alguns dos quais têm evidentes marcas cristãs e remontam à primeira comunidade judaica-cristã de Jerusalém.

Na quarta-feira, 10 de março, tiveram início as peregrinações quaresmais aos lugares santos de Jerusalém dos franciscanos e dos cristãos locais. A tradição de se celebrar a missa nos lugares onde ocorreram os momentos da Paixão de Jesus já remonta aos primeiros séculos da época cristã. Assim, todo ano, os frades franciscanos da Custódia da Terra Santa, nas semanas da quaresma, animam essas liturgias, na espera da Páscoa.

“Ah! Se tu compreendesses neste dia, sim, tu também, o que traz a paz! Ma já foi escondida para teus olhos. Virão dias em que teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te ameaçarão, apertando o grande cerco contra ti”. Esse o trecho do Evangelho declamado durante a celebração, presidida por Fr. Donaciano Paredes Rivera.

Fr. ELIAZAR ARTEAGA CHAVERO, ofm
Custódia Terra Santa
“Existem diferentes tipos de lágrimas: as que servem para limpar os olhos quando algo os irrita e as que derramamos quando acreditamos muito. Mas as lágrimas de Jesus, as que saem dos seus olhos, são chamadas de lágrimas “psíquicas”, que nascem diante de uma frustração, de uma situação de tristeza …porque a Cidade Santa não o reconhece, não reconhece que ele vem visitá-la. Nesse sentido o Senhor chora pela sua cidade.”

CLAIRE TALLON
“É um bom modo de nos prepararmos para a Páscoa, ele nos recorda que o que se lê no Evangelho aconteceu de verdade e não é apenas algo escrito. É muito importante estarmos no lugar onde esses episódios da vida de Jesus aconteceram, pois podemos ver as tradições que aqui nasceram: tem as escavações do VI século, uma igreja bizantina ….dá para entender que as pessoas vêm aqui há séculos.”

Fr. SEBASTIANO MATTI, ofm
Superior Santuário “Dominus Flevit”
“Nós andamos em direção à Páscoa, inclusive nessa época difícil devido ao vírus…as pessoas vêm aqui, mas são muito poucas mesmo. Esperamos que na Páscoa haja mais pessoas.”

O “Dominus Flevit” é um dos santuários administrados pela Custódia, graças ao apoio da Coleta da Sexta-Feira Santa.

Produzido por CMC

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