Festa da Ascensão: Com o olhar voltado para o céu

Pequeno e único em seu gênero: para chegar ao local que faz memória a Ascensão de Jesus, quarenta dias após a Páscoa, é preciso subir ao ponto mais alto do Monte das Oliveiras, 808 metros acima do nível do mar: hoje sob a administração Muçulmana, uma vez por ano, recebe as celebrações das diversas confissões cristãs.

Com um sol escaldante a entrada solene e a oração das vésperas acontecem pela primeira vez, em muito tempo, com poucos fiéis, seguindo a segunda fase das medidas anti-coronavírus, que cancela a obrigação da máscara quando as celebrações acontecem ao ar livre.

Dentro da capela, a pedra em que a tradição coloca como o lugar da Ascensão de Jesus ao Pai, seguido pelo olhar dos discípulos. Nos Atos dos Apóstolos, se lê que dois homens vestidos de branco disseram aos Discípulos: “Homens da Galileia, por que estão olhando para o céu? Este Jesus, que do meio de vós foi elevado, retornará do mesmo modo que o viram subir ao céu.”

Fr. DIEGO DALLA GASSA, ofm
Custódia da Terra Santa

“A indicação das pessoas que olham para o céu, foi muito importante para aqueles que construíram o primeiro lugar. Em 378, a nobre romana Poimenia construiu uma primeira estrutura, um primeiro edifício, com teto aberto.”

Muito pouco resta do primeiro edifício: após sua destruição, os cruzados reconstruíram a edícula, deixando-a novamente sem a cúpula.

Fr. DIEGO DALLA GASSA, ofm
Custódia da Terra Santa

“Quando os muçulmanos chegaram aqui, em 1187, tomaram o lugar e pensaram em concluir esta edícula colocando o telhado. Porém eles não sabiam o que esse lugar significava. Estamos destinados ao céu: o homem está destinado a olhar para o céu para poder viver agora, aqui, nesta vida, e depois retornar ao céu.”

No final da tarde, foram guardados os paramentos: Este ano, por causa das restrições ainda em vigor, as grandes tendas brancas criadas para receber os fiéis, bem como as celebrações noturnas, que se sucedem dentro e ao redor da edícula até o amanhecer, não aconteceram. Mas pela manhã, bem cedo, a primeira celebração foi presidida por Dom Leopoldo Girelli, Núncio Apostólico de Israel, depois, pela Comunidade do Getsêmani, a comunidade árabe e, com a missa solene presidida pelo Vigário da Custódia da Terra Santa, padre Dobromir Jasztal.

Fr. DOBROMIR JASZTAL, ofm
Vigário da Custódia da Terra Santa

“A coisa mais importante que devemos pedir ao Senhor é que Ele continue sustentando as nossas vidas, iluminando-nos, guiando-nos com a graça do seu Espírito; para que cada um de nós possa cumprir a missão para a qual foi chamado, servindo seus irmãos, mas acima de tudo, colocando o Senhor presente entre os irmãos. É o que os discípulos entenderam aqui, neste monte, é a esperança com a qual desceram na espera do Espírito Santo.”

“A impossibilidade dos peregrinos de chegar aos santuários e aos Lugares Santos sensibilizou um pouco a todos”, explicou o Vigário da Custódia, referindo-se ao momento histórico particular pelo qual o mundo inteiro está passando.

Fr. DOBROMIR JASZTAL, ofm
Vigário da Custódia da Terra Santa

“A ausência de peregrinos não significa que as pessoas de todo o mundo estejam ausentes na Terra Santa. Todos os dias estamos aqui para lembrar não apenas aqueles que pedem, mas todos aqueles que precisam de ajuda, de apoio.”

Produzido por CMC

Please follow and like us:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial

Visite a nossa loja, veja as promoções, assine,contribua e concorra a uma viagem à Terra Santa,participe! Dispensar