A festa de Corpus Christi na Basílica do Santo Sepulcro

S.E. Dom PIERBATTISTA PIZZABALLA, ofm
Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém
“Estamos saindo lentamente, progressivamente, de um período bastante longo, em que a atenção – sacrossanta – à vida, era a prioridade. Agora temos que voltar a um certo equilíbrio, tendo em mente que não somos feitos apenas da vida biológica, mas também de afetos, de relacionamentos, de amor. Tudo isso faz parte da vida, e a Eucaristia também é isso, também nutre esses aspectos de nossa vida que são essenciais para nós.”


Foram dois longos dias de festa aqueles que acompanharam a solenidade de Corpus Christi em Jerusalém. No final, o gesto de Dom Pizzaballa, que leva o Santíssimo Sacramento três vezes ao redor do Edícula do Sepulcro, foi o último de uma série de celebrações que, conforme a tradição, começaram na tarde anterior e continuaram com a sugestiva oração – presidida por Frei Francesco Patton, Custódio da Terra Santa -, fixada meia hora depois da meia-noite. Finalmente, de manhã, a missa em frente à Edícula.

S.E. Dom PIERBATTISTA PIZZABALLA, ofm
Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém
“Na Eucaristia celebramos a morte e ressurreição de Cristo, este é o mistério. E no Santo Sepulcro, estamos no lugar onde a morte e ressurreição de Cristo aconteceram. Então, celebramos o mistério no local em que o mistério aconteceu. Fazer a volta três vezes tem um significado simbólico, três é um número simbólico bíblico, para reiterar essa profunda unidade entre lugar e mistério.”

Os fiéis voltaram a povoar, frequentar a Basílica, após um longo período a portas fechadas. À espera dos peregrinos, ainda impossibilitados de viajar, participaram das celebrações, principalmente, religiosos que vivem no país.

Irmã MIRIAM MICHALAK
Discípulos devotos do Divino Mestre
“Foi um período difícil, muitos queriam vir rezar no Santo Sepulcro, mas não era possível, é a primeira vez que venho para uma celebração tão grande. Sinto-me em débito com todos aqueles que não podem vir aqui, não apenas neste lugar santo, mas propriamente na Terra Santa.”

Nesta festa de Corpus Christi em particular, poder voltar a encontrar um número maior de pessoas também é uma boa notícia para a comunidade franciscana do Sepulcro que, como vem acontecendo há séculos, continuou morando nos aposentos localizados dentro da Basílica durante o bloqueio.

Fr. SALVADOR ROSAS FLORES, ofm
Presidente Convento Santo Sepulcro
“Foram três meses em que as pessoas que conseguiram entrar foram pouquíssimas e, aos poucos, ver nossos confrades, seminaristas, religiosos, nossos paroquianos etc… nos alegra. Também nós, ao ver um pouco mais de luz, tomar um pouco de sol, poder sair um pouco obviamente, com todas as restrições e precauções necessárias, permitiu que esses momentos ou aquelas semanas ficassem apenas nas notícias. Produzindo todavia em nós, um motivo de esperança e de ação de graças: porque a vida continua, depois das trevas há luz, depois das doenças há saúde, depois da morte há ressurreição.”

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