Oliveira com 1000 anos de idade na Galileia

Na Terra Santa tem muitas árvores de oliveiras seculares que trazem consigo significados simbólicos, religiosos, relacionados com histórias populares, junto com uma boa qualidade do azeite. Suas firmes raízes, entrelaçadas na profundidade da história, tornaram essas árvores um patrimônio vivo transmitido de geração em geração. Uma dessas árvores se encontra na região de al-Hawai, numa das colinas que circundam o vilarejo de Deri Hanna, na Galileia e pertence à família Khatib.

HANI AL-HAYEK
Guia turístico
“Estamos diante de uma das mais antigas árvores de oliveiras conhecidas no nosso país.”

Conforme fontes oficiais, a árvore tem cerca de 1000 anos, se bem que teria até mesmo 4000, de acordo com as narrações da tradição local.
O guia turístico Hani Al-Hayek explica que para conhecer a idade da árvore é preciso observar a alteração anual dos anéis de crescimento da seção transversal de seu tronco. Em relação às origens das árvores de oliveira na região da Galileia, Hani Al-Hayek diz:

HANI AL-HAYEK
Guia turístico
“Quem introduziu o cultivo das árvores de oliveira na Terra Santa, de modo especial na Galileia, foram os Fenícios. Os Fenícios eram marinheiros hábeis e seu reino incluía Sidão e Tiro, em árabe “Sur”.

A espécie dessa árvore é chamada “Suri” devido à área geográfica de onde provém, precisamente a de Sur. O azeite que se produz com suas azeitonas tem gosto áspero, marcado. No entanto, a oliveira não é famosa apenas por isso.

HANI AL-HAYEK
Guia turístico
“A longevidade é a característica mais importante da árvore de oliveira. Ela é mencionada no livro do Gênese (7,20), na história de Noé e se tornou símbolo de esperança. As peculiaridades da árvore de oliveira são únicas. Quando ela morre fica vazia no seu interior, mas, como você pode ver, dá rebentos, nascem novos caules e continua florescendo.”

Uma história popular narra essa característica das árvores de oliveira.

HANI AL-HAYEK
Guia turístico
“Quando se espalhou a notícia da morte do Rei Salomão, todas as árvores resolveram declarar seu luto pela morte dele. Elas resolveram unir seus galhos. A figueira e a romãzeira criticaram a árvore de oliveira dizendo: “Por que você não uniu seus galhos para chorar a perda de Rei Salomão?”, mas a árvore de oliveira retorquiu: “Não preciso unir meus galhos, pois meu coração queimou por dentro, tornou-se vazio e está triste com a morte de Rei Salomão”.

Passaram-se centenas e centenas de anos, reinados e guerras, mas a árvore de oliveira segue sobrevivendo com pouca água, sem depender do cuidado dos seres humanos, oferecendo seus frutos para prensa.

Produzido por CMC

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