Em peregrinação “virtual” ao Monte Tabor

O Monte Tabor – em árabe Gebel at-Tur – claramente distinto das outras colinas da Galiléia, se eleva a 450 metros acima da planície. Uma antiga tradição, também atestada por Orígenes no início do terceiro século, coloca o episódio evangélico da Transfiguração no alto deste monte.

“Levou consigo Pedro, João e Tiago e com eles subiu a montanha para orar. Enquanto orava, sua face mudou de aparência e suas vestes ficaram brancas e brilhantes. E eis que dois homens conversavam com Ele: eram Moisés e Elias, que apareceram em glória, e falavam da sua partida, que seria concluída… em Jerusalém”. (Lc 9,28-31)

Subir as alturas significa não permanecer parado no vale, mas se predispor ao caminho, um caminho de oração e de união com a lei e os Profetas, encarnados em Moisés e Elias.

Para os três discípulos, os mais íntimos de Jesus, a transfiguração foi como uma revelação, um apocalipse: eles foram chamados ao envolvimento total, desde o rebaixamento até a glorificação de Cristo.

Pedro e seus companheiros foram oprimidos pelo sono; no entanto, eles ficaram acordados e viram sua glória e os dois homens que estavam com ele. Enquanto estes se afastaram dele, Pedro disse a Jesus: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas, uma para você, uma para Moisés e outra para Elias”. Ele não sabia o que estava dizendo.
Enquanto falava, uma nuvem os envolveu. Ao entrar naquela nuvem, ficaram com medo. E da nuvem saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho, o escolhido; Escutai-o!” Assim que a voz cessou, Jesus foi deixado sozinho. Eles ficaram em silêncio e, naqueles dias, não contaram a ninguém o que haviam visto”. (Lc 9,32-36)

No topo da montanha, ainda hoje se distinguem construções de todas as épocas: um templo cananeu (pelo menos segundo alguns arqueólogos), igrejas e mosteiros cristãos, mas também fortalezas dos cruzados e sarracenos.
Na época dos cruzados, os beneditinos construíram uma abadia, que foi destruída pelo sultão Al Malik, para construir um muro de defesa, cujo Portão do Vento, Bab del Haua, ainda marca a entrada do cume

Depois que os cristãos recuperaram a posse do Monte, construíram um novo santuário, que foi destruído pelo Sultão Bibars, em 1263. O Tabor permanecerá sem vigilância por mais de quatro séculos, até a chegada dos franciscanos em 1631. A atual Basílica remonta a 1924 projetada pelo arquiteto Barluzzi e incorpora os restos dos edifícios anteriores: a igreja da época dos cruzados e a igreja do século VI.

Fr. RICARDO BUSTOS, ofm
Guardião do Convento da Transfiguração – Monte Tabor
“Essa situação criada há alguns meses nos ajudou, sobretudo, a redescobrir a dimensão contemplativa do Tabor, um lugar não apenas de oração, mas sobretudo de encontro.
Voltar ao essencial. Acredito que essa seja a principal mensagem que vem do Tabor
E o essencial é olhar para a face de Jesus, com os olhos de Pedro, Tiago e João, talvez assustados, sem entender muito o que estava acontecendo, mas sabendo que o Senhor está realmente lá.”

Produzido por CMC

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