A Solenidade dos Santos Pedro e Paulo celebrada em Jerusalém

No dia 29 de junho, em Jerusalém e em todo o mundo, a Igreja celebra a solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Simão, filho de Jonas e irmão de André, o primeiro entre os discípulos a professar que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo, pelo qual foi chamado Pedro.

Paulo se apresentou dizendo: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade. Fui instruído na escola de Gamaliel com todo o rigor da Lei de nossos antepassados e tornei-me zeloso da causa de Deus, como vós o sois hoje.” Atos 22.3

Paulo, de perseguidor dos cristãos a apóstolo dos gentios.
Ambos os apóstolos, na fé e no amor de Jesus Cristo, proclamaram o Evangelho na cidade de Roma e morreram mártires sob o imperador Nero

Em Jerusalém, poucos são os lugares que lembram São Paulo. Para São Pedro, no entanto, existem principalmente dois lugares: o Getsêmani e o Galicantu. No primeiro, Pedro esteve presente com Jesus no momento de sua agonia, enquanto no segundo viveu sua experiência mais dolorosa.

Nas encostas ocidentais do vale do Cédron, em 1889, os padres assuncionistas franceses iniciaram escavações arqueológicas, encontrando o palácio de Caifás. Mais tarde, sobre uma série de cavidades naturais, eles encontraram uma igreja bizantina. Seguindo o modelo desta, entre 1924 e 1931, os Assuncionistas construíram uma nova, que dedicaram a São Pedro no Galicantu (ao canto do galo).

Pe. CEZAR ANDREI, aa
Superior dos Padres Assuncionistas – São Pedro no Galicantu
“Estamos aqui em São Pedro no Galicantu, que é Lugar Santo desde o final do século V. É a quarta igreja a ser construída sobre uma cavidade profunda e diz-se, a tradição nos diz, que foi precisamente nesta cavidade profunda, localizada perto da casa de Caifás, que Jesus se viu aprisionado, sozinho, na noite anterior ao seu julgamento perante os romanos. A memória bizantina e cruzada, antiga e atual, nos lembra que aqui neste lugar, Jesus sofreu aquilo que se chamava o processo religioso”.

Os ícones da igreja evocam os momentos mais amargos da vida de Pedro: da negação ao mestre, cena relatada em todos os quatro Evangelhos, no contexto do interrogatório de Jesus na casa do sumo sacerdote Caifás, ao encontro de Pedro com Jesus no Lago da Galiléia, depois da Ressurreição, quando o Mestre pergunta três vezes: “Pedro, tu me amas? “Apascenta as minhas ovelhas.”

Neste cenário evocativo, repleto de memórias, os padres Assuncionistas juntamente com Dom Marcuzzo e os cristãos locais, celebraram as primeiras Vésperas da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo.

S.E. Dom GIACINTO BOULOS MARCUZZO
Vigário Patriarcal Latino de Jerusalém
“A mensagem, naturalmente, é a mensagem dos Lugares Santos, de Pedro que amou Jesus, que o negou, mas que depois se arrependeu, reencontrou o seu amor por Jesus. Este “mecanismo” de São Pedro é sempre e em todos os lugares útil para todos nós. Nós também rezamos pelo Papa.

S.E. Dom GIACINTO BOULOS MARCUZZO
Vigário Patriarcal Latino de Jerusalém
“Meditamos em especial sobre uma página do Evangelii Gaudium: uma página magnífica que fala sobre o mistério do Cristo Ressuscitado e do Espírito Santo. Pensamos no trabalho, mas na realidade não somos nós “que trabalhamos”: é o Espírito Santo e Jesus Ressuscitado que trabalham em nós.”

Padre Cesar Andrei também recordou os grupos de peregrinos.

Pe. CEZAR ANDREI, aa
Superior dos Padres Assuncionistas – São Pedro no Galicantu
“Esta crise já dura um ano e meio, mas a Terra Santa teve outras crises que duraram muito mais e impediram a vinda dos peregrinos.
Estávamos acostumados a orar juntos, celebrar, encontrar os grupos que vinham visitar este Lugar Santo. Agora, sem os peregrinos, está diferente. Mas estamos aqui e continuamos orando neste Santo Lugar, mesmo sem os peregrinos. Esta é a nossa missão, a missão da Igreja.”

Na manhã do dia 29 de junho, para a Solenidade dos dois Apóstolos, 70 sacerdotes, entre franciscanos e religiosos de outras comunidades cristãs da Terra Santa, se reuniram para a Santa Missa na Igreja de São Salvador em Jerusalém.

Na celebração, presidida por SB Dom Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, juntamente com Dom Giacinto Marcuzzo, Vigário Patriarcal e Frei Dobromir, Vigário da Custódia da Terra Santa, 5 novos padres, de diferentes nacionalidades, foram ordenados. A solenidade também contou com a participação do Discretorium da Custódia, da Comunidade franciscana e um grande número de religiosos.

Na homilia, o Patriarca sublinhou como a Igreja de Jerusalém “neste caso, através da Custódia da Terra Santa”, prepara e doa à Igreja os novos sacerdotes que levarão a sua experiência da Terra Santa a muitas e diferentes partes do mundo.”

Na sua reflexão, Dom Pizzaballa quis destacar as características dos dois Apóstolos: “Pedro o homem livre porque colocou a sua vida nas mãos de Deus, deixando-se conduzir com confiança pela Providência.” E Paulo, que ao final do percurso, faz uma espécie de balanço, uma releitura. Neste ponto, – continuou o Patriarca -, só lhe resta uma coisa, a fé: “combati o bom combate, terminei o percurso, conservei a fé.” Este é o grande tesouro de Paulo, comparado ao qual, todo o resto não tem valor.

Ao término da celebração, os novos padres foram acolhidos com festa num clima tipicamente árabe.

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